| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | I. mississippiensis |
O sovi-do-norte é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Também conhecido como gavião-de-mississipi e sauveiro-do-norte.
Seu nome científico significa: do (grego) iktinos = gavião, falcão; e de mississippiensis = referente ao rio Mississippi nos Estados Unidos da América. ⇒ Falcão do Mississippi
Mede de 31 a 37 cm de comprimento e pesa cerca de 280 gramas. Possui asas longas e pontiagudas. Cauda longa e preta. Seus olhos são vermelho escuro. É cinza claro, com o alto da cabeça quase branco. O dorso é cinza mais escuro e com asas e cauda (negras), fazendo contraste com a faixa clara transversal da parte superior das asas. Essa faixa é a característica que melhor o identifica, sendo visível mesmo à distância. O juvenil possui faixas claras na cauda escura. As rêmiges são todas escuras.
O som que emite é um assobio agudo que repete várias vezes.
Não possui subespécies.
Insetívoro, segue o gado nos pastos e incêndios para capturar presas espantadas, como ratos, anfíbios e répteis.
Nidifica no centro dos Estados Unidos até a Flórida. Ninhos entre maio e julho, em colônias como as do gavião-peneira. Bota de 2 ou 3 ovos brancos colocados em um ninho volumoso. O período de incubação é de aproximadamente um mês. Os filhotes saem do ninho aproximadamente 35 dias mais tarde e são alimentados pelo casal durante esse tempo.
Gregário, circula em correntes ascendentes em grupos de 25 ou mais indivíduos sobre florestas úmidas, áreas abertas, matas de galeria e banhados. Possui hábitos gerais semelhantes ao sovi (Ictinia plumbea).
Costuma voar em círculos sobre uma área, enquanto caça e come os insetos em voo. As asas são muito longas em relação ao corpo e ficam levemente dobradas para frente, formando uma silhueta diferenciada dos outros gaviões (parecida com a do sovi e do gavião-peneira).
Em áreas urbanas ele ataca seres humanos com voos rasantes quando o intruso chega perto, tendo fama de gavião agressivo.
Em agosto, começa seus movimentos migratórios para o sul, cruzando a América Central e usando a região central da América do Sul como rota migratória para chegar no Paraguai e norte da Argentina. Essa é a zona de invernada conhecida, embora possa também ocupar áreas da Bolívia e Brasil. Em março, inicia seu retorno, pela mesma rota. Tanto na ida como na vinda, é visto em bandos de centenas na América Central. No Brasil, são poucos os registros desse gavião.